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Brazil - An Aging Country

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Brazil - An Aging Country
by Aging2.0 São Paulo Ambassador:  Antônio Nogueira Leitão

Brazil is acknowledged world-wide as relatively “young” country. This is certainly related to the major cultural signs associated with the Brazilian culture - even in the most remote places, images of agile soccer players and of people having fun on sunny beaches are well-known. But the relationship between these types of images and the real Brazilian demographic is quickly becoming more of a fantasy, although it was once a reality.

Although Brazil is not yet formally considered an old country (this happens when at least 14% of the population is 60+ years old) the pace in which this hallmark is being achieved is remarkable. According to the Brazilian Ministry of Health, today Brazil has the sixth largest elderly population in the world; the 60+ population has grown from 3 million in 1960 to 7 million in 1975 and then to 15 million in 2002. Comparisons set France and Brazil on opposite sides of the spectrum as it took more than 100 years until the European country saw its 65+ population grow from 7% to 14% of the total amount, whereas this same variation will take place in Brazil in only 20 years (between 2011 and 2031)(World Bank report).

With regard to such increasing numbers, the necessity for adaptation for services and institutions becomes undeniable, especially with the growing social and economical advances Brazil has already adopted. While there certainly lies great opportunities for health care providers (brazilian households composed of at least 50% of 60+ year old members spend 15% of their income on health and personal care, as compared to 10% of other households), the possibilities are not restricted to this field.

Some important factors are (most data here retrieved from the book Viver Muito, by author Jorge Felix):
- Housing (at least 25% of Brazilian households have someone aged 60+, and only 1% of the elderly lives in long term care facilities)
- Transportation (elderly in brazil often complain about their public transportations low accessibility and risky driving behaviour)
- Financial services (63.5% of Brazilian elderly play the role of major financial support provider in their families; besides that, financial abuse against elderly has risen significantly in last years, according to Brazilian newspaper O Globo)
- Caregiving (Brazilian Federal Government has issued twice, in 1999 and 2008, formal policies for the training of caregivers; both times the programs were discontinued, without reaching its goals)
- Communication (one of the most successful cases of elderly focused business in Brazil today is a teleassistance company) show good perspectives for those who might invest in elderly focused business

And there is still great potential for services and products designed to facilitate the life of family caregivers, who often share their time for work or leisure with the attention to a dependent relative.

How will the former young country act now, when one out of three inhabitants of Copacabana, a neighborhood with a beach on one of Brazil’s most famous postcards, is 60+? Check some info in this video.

About Antonio:
I received a B.A. in Psychology, MSc degree in Psychosociology specializing in Geriatrics and Gerontology. During my undergraduate degree, I became increasingly fascinated with issues in aging. Since then I focused my studies and part of my professional practice to aging.

I currently work on a project that brings together political leaders committed to sustainable values. Brazil, along with many countries, face challenges in the coming years that will require new solutions from governments, private businesses and civil society, and I believe that population ageing and sustainable development certainly are among them.

Please Join Antônio for monthly Happy Hours in São Paulo

contact: Agin2.0 Ambassador: antonio.nleitao@gmail.com

U.S. Aging2.0 contact: michelle@aging2.com

Portuguese Version:

Brasil - Um país que está envelhecendo

por Antônio Nogueira Leitão

O Brasil é reconhecido mundialmente como um país jovem. Isso se deve certamente aos principais signos culturais associados à cultura brasileira - mesmo nos lugares mais distantes, a imagem de jogadores de futebol ágeis e de pessoas se divertindo nas praias ensolaradas são conhecidas. Mas esse tipo de imagem retrata cada vez com menos fidelidade a demografia brasileira, embora o perfil populacional possa um dia ter justificado tais associações.

O Brasil ainda não seja formalmente considerado um país idoso (isso se dá quando ao menos 14% da população é maior de 60 anos) o ritmo em que essa marca está sendo alcançada é impressionante. De acordo com o Ministério da Saúde, hoje o Brasil tem a sexta maior população de idosos no mundo; este grupo etário cresceu de 3 milhões em 1960 para 7 milhões em 1975, e daí para 15 milhões em 2002. Uma comparação coloca a França e o Brasil em lados opostos do espectro uma vez que levou mais de 100 anos para que o país europeu visse sua população maior de 65 anos passar de 7% a 14% do total, ao passo que essa mesma variação ocorrerá no Brasil em 20 anos (entre 2011 and 2031) (de acordo com relatório do Banco Mundial).

Diante de tais números, a necessidade de adaptação pelos serviços e instituições se torna obrigatória, especialmente tendo em vista os crescentes avanços sociais e econômicos que o país tem feito nas últimas décadas. Se é certo que há grandes oportunidades para prestadores de serviços de saúde (famílias brasileiras compostas por ao menos 50% de pessoas tendo  mais de 60 anos gastam 15% de sua renda em saúde e cuidados pessoais, em comparação com 10,4% das outras famílias), as possibilidades não estão restritas a esse campo.

Alguns fatores de destaque são (maior parte dos dados retirados do livro Viver Muito, de Jorge Felix):


  • Moradia (ao menos 25% das residências no Brasil tem alguém com mais de 60 anos, e apenas 1% dos idosos vivem em instituições de longa permanência)

  • Transporte (a queixa de idosos brasileiros quanto à baixa acessibilidade bem como ao comportamento pouco cuidadoso dos motoristas no transporte público é frequente)

  • Serviços financeiros (63.5% dos idosos brasileiros desempenham o papel de principal provedor de suas famílias; além disso, o número de golpes financeiros contra idosos tem aumentado no país)

  • Oferta de cuidados (o governo federal brasileiro iniciou duas vezes, em 1999 e 2008, programas para o treinamento de cuidadores de idosos; ambas as vezes foram descontinuados, sem alcançar suas metas)

  • O setor de Comunicação (um dos cases mais bem sucedidos de negócios com foco em idosos no Brasil hoje é uma companhia de teleassistência) mostra boas perspectivas para os que investem nesse segmento populacional


E ainda há grande potencial para serviços e produtos desenhados para facilitar a vida de cuidadores familiares, que com frequência dividem seu tempo de trabalho e lazer com a atenção a um parente dependente.

Como irá o “país jovem” agir agora, quando um em cada três habitantes de Copacabana, o bairro cuja praia é um dos cartões postais mais famosos do Brasil, tem mais de 60 anos? Veja mais informações nesse vídeo.

Sobre Antônio:

Bacharel em Psicologia (UFRJ), Mestre em Psicossociologia (UFRJ) e Especialista em Geriatria e Gerontologia (Unati/UERJ). Durante a graduação, me interessei por estudar temáticas relativas ao envelhecimento populacional. Desde então, dediquei meus estudos e parte da minha atuação profissional ao tema.

Atualmente trabalho em um projeto que articula uma rede de lideranças políticas comprometidas com os valores da sustentabilidade. O Brasil, assim como os demais países, enfrentará desafios nos próximos anos que exigirão novas soluções de seu governo, setor privado e da sociedade civil. Acredito que o envelhecimento populacional e o desenvolvimento sustentável estão entre eles.

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